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Palestra destaca a atuação dos técnicos industriais no desenvolvimento das sociedades

Evandro Zanini palestrou na 5ª Semana Nacional dos Técnicos Industriais. Foto: André Almeida

As principais demandas da agrimensura foram destaque na programação da 5ª Semana Nacional dos Técnicos Industriais. A temática foi apresentada professor e técnico industrial Evandro Zanini Moura. O palestrante mestre e doutorando em desenvolvimento regional, enumerou algumas das dificuldades enfrentadas pelos profissionais registrados no Sistema CFT/CRTs, especificamente com relação aos processos de regularização fundiária, em especial, as verificadas junto aos cartórios.

A título de exemplo, Evandro Zanini lembrou que a categoria não tem fé pública, ao contrário de técnicos em outros países.

“Nossa força de trabalho, juntando todas as modalidades técnicas, representa 6% da força de trabalho da qualificação no Brasil. Nos países desenvolvidos, são 20% ou mais, portanto vocês conseguem entender porque os países chamados desenvolvidos chamam-nos de subdesenvolvidos? É porque eles não conseguem entender essas nossas dificuldades. Como assim não dá certo? Como assim ele não aceitou seu documento? Você teve de reconhecer sua assinatura? Não entendi”, relatou o palestrante que técnico em agrimensura, membro suplente do Plenário do Conselho Regional dos Técnicos Industriais da 4ª Região, que abrange os estados do Paraná e Santa Catarina.

Zanini externou receio ao fato de haver, atualmente, entre 31 milhões e 50 milhões de imóveis urbanos e rurais a espera de regularização ou certificação. Diante da realidade marcada por obstáculos no exercício da profissão, Zanini reforçou a necessidade de ações ininterruptas de reconhecimento e valorização profissional

“Tudo aquilo que tem valor não tem preço. E tudo aquilo que tem preço não tem valor. Então, a sociedade ainda não entendeu o valor dos técnicos”, advertiu com preocupação.

Palavra do mediador

Ao mediar a palestra, o diretor Financeiro do CFT, José Carlos Coutinho, enfatizou que uma das linhas de frente do Conselho Federal dos Técnicos Industriais é exatamente tirar a categoria do anonimato.

“Até a criação do nosso conselho de classe, a maioria das pessoas no Brasil não sabia quem eram os técnicos industriais. A nossa gestão está disseminando o conhecimento e promovendo o protagonismo destes profissionais que prestam relevantes serviços à sociedade e fortalecem o desenvolvimento social e econômico da Nação. O número de Termos de Responsabilidade Técnica emitidos é um indicador positivo que mostra que Brasil começa a reconhecer os profissionais registrados no Sistema CFT/CRTs”, finalizou.

Edição: Antonio Grzybowski /Texto: Daiane Garcez /Fotos: André Almeida

 

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A título de exemplo, Evandro Zanini lembrou que a categoria não tem fé pública, ao contrário de técnicos em outros países.

“Nossa força de trabalho, juntando todas as modalidades técnicas, representa 6% da força de trabalho da qualificação no Brasil. Nos países desenvolvidos, são 20% ou mais, portanto vocês conseguem entender porque os países chamados desenvolvidos chamam-nos de subdesenvolvidos? É porque eles não conseguem entender essas nossas dificuldades. Como assim não dá certo? Como assim ele não aceitou seu documento? Você teve de reconhecer sua assinatura? Não entendi”, relatou o palestrante que técnico em agrimensura, membro suplente do Plenário do Conselho Regional dos Técnicos Industriais da 4ª Região, que abrange os estados do Paraná e Santa Catarina.

Zanini externou receio ao fato de haver, atualmente, entre 31 milhões e 50 milhões de imóveis urbanos e rurais a espera de regularização ou certificação. Diante da realidade marcada por obstáculos no exercício da profissão, Zanini reforçou a necessidade de ações ininterruptas de reconhecimento e valorização profissional

“Tudo aquilo que tem valor não tem preço. E tudo aquilo que tem preço não tem valor. Então, a sociedade ainda não entendeu o valor dos técnicos”, advertiu com preocupação.

Palavra do mediador

Ao mediar a palestra, o diretor Financeiro do CFT, José Carlos Coutinho, enfatizou que uma das linhas de frente do Conselho Federal dos Técnicos Industriais é exatamente tirar a categoria do anonimato.

“Até a criação do nosso conselho de classe, a maioria das pessoas no Brasil não sabia quem eram os técnicos industriais. A nossa gestão está disseminando o conhecimento e promovendo o protagonismo destes profissionais que prestam relevantes serviços à sociedade e fortalecem o desenvolvimento social e econômico da Nação. O número de Termos de Responsabilidade Técnica emitidos é um indicador positivo que mostra que Brasil começa a reconhecer os profissionais registrados no Sistema CFT/CRTs”, finalizou.

Edição: Antonio Grzybowski /Texto: Daiane Garcez /Fotos: André Almeida