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Wilson Wanderlei Vieira: tom de despedida, não de adeus

Em entrevista, Wilson Wanderlei Vieira fala das conquistas do Sistema CFT/CRT para os técnicos e dos planos futuros após sua saída da presidência do CFT  

Imagem para a história: Wilson Wanderlei Vieira e Gilberto Takao Sakamoto, respectivamente primeiros presidentes do CFT e do CRT-SP

Quando as gerações futuras perguntarem sobre o primeiro presidente eleito no Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT), a resposta será Wilson Wanderlei Vieira; vale também para o primeiro presidente do Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Estado de São Paulo (CRT-SP: Gilberto Takao Sakamoto. Isso foi em junho de 2018 e janeiro de 2019, respectivamente.

Passados quatro anos, mais precisamente em 21 de junho de 2022 os conselheiros eleitos para o período 2022/2026 foram empossados, tanto no âmbito regional como no federal. “Nessa oportunidade eu parabenizo os conselheiros eleitos, alguns iniciando e outros dando continuidade às atividades que estão sendo desenvolvidas. Cumprimento também a diretoria, desejando uma boa gestão nesses próximos quatro anos; e deixo um abraço especial ao presidente Gilberto Takao Sakamoto”, gravou Wilson Wanderlei Vieira em vídeo, impossibilitado de comparecer ao ato de posse em virtude do empossamento dos conselheiros federais em Brasília realizado na mesma data.

No dia da gravação, em meio à correria – aliás, no trânsito da Avenida 23 de Maio em São Paulo, a caminho do aeroporto – ele concedeu entrevista ao jornalista José Donizetti Morbidelli, esclarecendo que, apesar de não ter se candidatado às eleições do Sistema CFT/CRT, pretende continuar atuando no movimento dos técnicos. “Pode ser um tom de despedida, não de adeus. Enquanto tiver saúde, força e mobilidade, continuarei trabalhando pelos técnicos e a sociedade”, destaca.

Acompanhe:

Muitos ficaram surpresos pelo fato do senhor não se candidatar nas eleições do Sistema CFT/CRT. Por quê?

Eu quero aproveitar essa oportunidade para informar aos técnicos e a sociedade que resolvi me afastar temporariamente da responsabilidade de presidir uma autarquia; por isso, não me candidatei à reeleição no CFT. É uma pausa, um descanso, pois pretendo continuar atuando no movimento e os profissionais técnicos podem sempre contar comigo.

Quais os planos para o futuro?

Pode ser um tom de despedida, não de adeus. Enquanto tiver saúde, força e mobilidade, continuarei trabalhando pelos técnicos e a sociedade. Há necessidade de uma mobilização nacional junto à Federação Nacional dos Técnicos Industriais (FENTEC) e internacional junto à Organização Internacional dos Técnicos (OITEC) e a Federación Latinoamericana de Trabajadores de las Industrias y la Construcción (FLATIC) – entidades que participei da fundação. Então, ainda há muito trabalho a ser realizado.

O senhor está satisfeito com os resultados nesses quatro anos de gestão da primeira diretoria?

Com certeza. Essa primeira gestão ficará marcada por tantas realizações, depois de um período muito difícil, quando fomos abandonados pelo antigo sistema por falta de uma transição adequada. Foram muitas cobranças, mas em  poucos meses conseguimos implantar um sistema que atende os profissionais com eficiência; os técnicos podem exercer a atividade em qualquer estado, independentemente do local de registro e têm acesso aos serviços na palma da mão por meio de um aplicativo. Se antes eles não tinham qualquer resolução que regulamentasse suas atribuições, atualmente 85% dos profissionais registrados no Sistema CFT/CRT têm as atribuições devidamente esclarecidas.

Graças às resoluções, passamos de 3 milhões de Termos de Responsabilidade Técnica (TRTs) emitidos; ou seja, mais de 3 milhões de serviços técnicos executados por profissionais habilitados. Por isso, meu sentimento é de missão cumprida e acredito que os técnicos também estejam satisfeitos. Claro que ainda há quem critique nosso trabalho, mas meu sentimento é de missão cumprida.

Passa um filme pela cabeça ao ver todos os objetivos do movimento dos técnicos sendo concretizados, como a regulamentação profissional e a criação do conselho próprio?

Se pararmos para pensar em tanta luta, reivindicações e conquistas, visualizamos um filme de sucesso, cuja principal cena é a conquista do conselho, desvinculando-nos de uma autarquia que não nos representava. É um roteiro real, com momentos difíceis, trabalhosos, erros e acertos, mas com final feliz e gratificante. Nós, hoje, temos vida própria.

Wilson Wanderlei Vieira é o protagonista desse filme?

Não. Há muitos que colaboraram; alguns que infelizmente não estão mais conosco e outros que seguem empenhados em seus diferentes estados e regiões para que todos tenham orgulho do Sistema CFT/CRT e se sintam representados, valorizados e atendidos com respeito e eficiência.

Há algo que gostaria de ter realizado, mas não foi possível?

É difícil responder, porque cada resolução é uma conquista para os técnicos e a sociedade. Evidentemente que gostaríamos de terminar essa gestão com 100% das modalidades técnicas com atribuições regulamentadas, mas faltaram 15%. Parafraseando a frase de um amigo paraguaio, já falecido: “Nós não fizemos 100% do que vocês merecem, mas fizemos 100% do que foi possível fazer”.

Em sua opinião onde o Sistema CFT/CRT pode chegar? Como o senhor vislumbra o futuro?

Somos um sistema muito novo; então, não dá para comparar com aqueles com 60 ou 70 anos de existência. Eu vislumbro um futuro de crescimento; afinal, os técnicos exercem a profissão em qualquer ramo de atividade – indústrias, hospitais, construção civil, empresas de energia elétrica, condomínios, aviação – e precisamos desses profissionais para o desenvolvimento técnico e tecnológico do país. Não paramos com as atividades nem mesmo durante o período mais crítico da pandemia de coronavírus (COVID-19). O número de técnicos cresce a cada dia em todos os estados e isso impulsiona o crescimento e a responsabilidade dos conselhos regionais.

Que mensagem o senhor deixa para a diretoria e conselheiros eleitos no CRT-SP, empossados em 21 de junho de 2022?

Nessa oportunidade eu parabenizo os conselheiros eleitos, alguns iniciando e outros dando continuidade às atividades que estão sendo desenvolvidas. Cumprimento também a diretoria, desejando uma boa gestão nesses próximos quatro anos; e deixo um abraço especial ao presidente Gilberto Takao Sakamoto. Eu quero acompanhar esse trabalho e não faltarão oportunidades para que estejamos juntos com os técnicos de São Paulo.

E uma mensagem aos profissionais técnicos?

Uma mensagem de gratidão, carinho e sucesso. Que vocês continuem trabalhando, lutando e valorizando a profissão. As críticas construtivas são sempre bem-vindas e nos ajudam a progredir, mas as críticas destrutivas tentam fazer com que retrocedamos.

O que representa ser Técnico Industrial para Wilson Wanderlei Vieira?

Ser Técnico Industrial representa tudo que conquistei profissionalmente. Eu fui eleito primeiro presidente do CFT graças à formação técnica; criei meus filhos graças à formação técnica; sinto-me realizado graças à formação técnica. Ser Técnico Industrial – em edificações, eletrotécnica, mecânica, agrimensura, enfim – é poder contribuir com o desenvolvimento do país, uma profissão de grande importância e representatividade da qual devemos nos orgulhar.

Para finalizar…

No encerramento dessa entrevista inusitada no trânsito a caminho do aeroporto, é importante esclarecer que, ao contrário dos sindicatos que trabalham pela garantia dos direitos de suas respectivas categorias, o conselho é um órgão de fiscalização profissional a serviço da sociedade, protegendo-a dos maus profissionais e, consequentemente, beneficiando os bons profissionais. Uma das nossas funções é normatizar, dar regramento às atribuições e temos atuado nisso com muito rigor. Muito obrigado.

José Donizetti Morbidelli – CRT-SP

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Wilson Wanderlei Vieira: tom de despedida, não de adeus

Em entrevista, Wilson Wanderlei Vieira fala das conquistas do Sistema CFT/CRT para os técnicos e dos planos futuros após sua saída da presidência do CFT  

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Quando as gerações futuras perguntarem sobre o primeiro presidente eleito no Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT), a resposta será Wilson Wanderlei Vieira; vale também para o primeiro presidente do Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Estado de São Paulo (CRT-SP: Gilberto Takao Sakamoto. Isso foi em junho de 2018 e janeiro de 2019, respectivamente.

Passados quatro anos, mais precisamente em 21 de junho de 2022 os conselheiros eleitos para o período 2022/2026 foram empossados, tanto no âmbito regional como no federal. “Nessa oportunidade eu parabenizo os conselheiros eleitos, alguns iniciando e outros dando continuidade às atividades que estão sendo desenvolvidas. Cumprimento também a diretoria, desejando uma boa gestão nesses próximos quatro anos; e deixo um abraço especial ao presidente Gilberto Takao Sakamoto”, gravou Wilson Wanderlei Vieira em vídeo, impossibilitado de comparecer ao ato de posse em virtude do empossamento dos conselheiros federais em Brasília realizado na mesma data.

No dia da gravação, em meio à correria – aliás, no trânsito da Avenida 23 de Maio em São Paulo, a caminho do aeroporto – ele concedeu entrevista ao jornalista José Donizetti Morbidelli, esclarecendo que, apesar de não ter se candidatado às eleições do Sistema CFT/CRT, pretende continuar atuando no movimento dos técnicos. “Pode ser um tom de despedida, não de adeus. Enquanto tiver saúde, força e mobilidade, continuarei trabalhando pelos técnicos e a sociedade”, destaca.

Acompanhe:

Muitos ficaram surpresos pelo fato do senhor não se candidatar nas eleições do Sistema CFT/CRT. Por quê?

Eu quero aproveitar essa oportunidade para informar aos técnicos e a sociedade que resolvi me afastar temporariamente da responsabilidade de presidir uma autarquia; por isso, não me candidatei à reeleição no CFT. É uma pausa, um descanso, pois pretendo continuar atuando no movimento e os profissionais técnicos podem sempre contar comigo.

Quais os planos para o futuro?

Pode ser um tom de despedida, não de adeus. Enquanto tiver saúde, força e mobilidade, continuarei trabalhando pelos técnicos e a sociedade. Há necessidade de uma mobilização nacional junto à Federação Nacional dos Técnicos Industriais (FENTEC) e internacional junto à Organização Internacional dos Técnicos (OITEC) e a Federación Latinoamericana de Trabajadores de las Industrias y la Construcción (FLATIC) – entidades que participei da fundação. Então, ainda há muito trabalho a ser realizado.

O senhor está satisfeito com os resultados nesses quatro anos de gestão da primeira diretoria?

Com certeza. Essa primeira gestão ficará marcada por tantas realizações, depois de um período muito difícil, quando fomos abandonados pelo antigo sistema por falta de uma transição adequada. Foram muitas cobranças, mas em  poucos meses conseguimos implantar um sistema que atende os profissionais com eficiência; os técnicos podem exercer a atividade em qualquer estado, independentemente do local de registro e têm acesso aos serviços na palma da mão por meio de um aplicativo. Se antes eles não tinham qualquer resolução que regulamentasse suas atribuições, atualmente 85% dos profissionais registrados no Sistema CFT/CRT têm as atribuições devidamente esclarecidas.

Graças às resoluções, passamos de 3 milhões de Termos de Responsabilidade Técnica (TRTs) emitidos; ou seja, mais de 3 milhões de serviços técnicos executados por profissionais habilitados. Por isso, meu sentimento é de missão cumprida e acredito que os técnicos também estejam satisfeitos. Claro que ainda há quem critique nosso trabalho, mas meu sentimento é de missão cumprida.

Passa um filme pela cabeça ao ver todos os objetivos do movimento dos técnicos sendo concretizados, como a regulamentação profissional e a criação do conselho próprio?

Se pararmos para pensar em tanta luta, reivindicações e conquistas, visualizamos um filme de sucesso, cuja principal cena é a conquista do conselho, desvinculando-nos de uma autarquia que não nos representava. É um roteiro real, com momentos difíceis, trabalhosos, erros e acertos, mas com final feliz e gratificante. Nós, hoje, temos vida própria.

Wilson Wanderlei Vieira é o protagonista desse filme?

Não. Há muitos que colaboraram; alguns que infelizmente não estão mais conosco e outros que seguem empenhados em seus diferentes estados e regiões para que todos tenham orgulho do Sistema CFT/CRT e se sintam representados, valorizados e atendidos com respeito e eficiência.

Há algo que gostaria de ter realizado, mas não foi possível?

É difícil responder, porque cada resolução é uma conquista para os técnicos e a sociedade. Evidentemente que gostaríamos de terminar essa gestão com 100% das modalidades técnicas com atribuições regulamentadas, mas faltaram 15%. Parafraseando a frase de um amigo paraguaio, já falecido: “Nós não fizemos 100% do que vocês merecem, mas fizemos 100% do que foi possível fazer”.

Em sua opinião onde o Sistema CFT/CRT pode chegar? Como o senhor vislumbra o futuro?

Somos um sistema muito novo; então, não dá para comparar com aqueles com 60 ou 70 anos de existência. Eu vislumbro um futuro de crescimento; afinal, os técnicos exercem a profissão em qualquer ramo de atividade – indústrias, hospitais, construção civil, empresas de energia elétrica, condomínios, aviação – e precisamos desses profissionais para o desenvolvimento técnico e tecnológico do país. Não paramos com as atividades nem mesmo durante o período mais crítico da pandemia de coronavírus (COVID-19). O número de técnicos cresce a cada dia em todos os estados e isso impulsiona o crescimento e a responsabilidade dos conselhos regionais.

Que mensagem o senhor deixa para a diretoria e conselheiros eleitos no CRT-SP, empossados em 21 de junho de 2022?

Nessa oportunidade eu parabenizo os conselheiros eleitos, alguns iniciando e outros dando continuidade às atividades que estão sendo desenvolvidas. Cumprimento também a diretoria, desejando uma boa gestão nesses próximos quatro anos; e deixo um abraço especial ao presidente Gilberto Takao Sakamoto. Eu quero acompanhar esse trabalho e não faltarão oportunidades para que estejamos juntos com os técnicos de São Paulo.

E uma mensagem aos profissionais técnicos?

Uma mensagem de gratidão, carinho e sucesso. Que vocês continuem trabalhando, lutando e valorizando a profissão. As críticas construtivas são sempre bem-vindas e nos ajudam a progredir, mas as críticas destrutivas tentam fazer com que retrocedamos.

O que representa ser Técnico Industrial para Wilson Wanderlei Vieira?

Ser Técnico Industrial representa tudo que conquistei profissionalmente. Eu fui eleito primeiro presidente do CFT graças à formação técnica; criei meus filhos graças à formação técnica; sinto-me realizado graças à formação técnica. Ser Técnico Industrial – em edificações, eletrotécnica, mecânica, agrimensura, enfim – é poder contribuir com o desenvolvimento do país, uma profissão de grande importância e representatividade da qual devemos nos orgulhar.

Para finalizar…

No encerramento dessa entrevista inusitada no trânsito a caminho do aeroporto, é importante esclarecer que, ao contrário dos sindicatos que trabalham pela garantia dos direitos de suas respectivas categorias, o conselho é um órgão de fiscalização profissional a serviço da sociedade, protegendo-a dos maus profissionais e, consequentemente, beneficiando os bons profissionais. Uma das nossas funções é normatizar, dar regramento às atribuições e temos atuado nisso com muito rigor. Muito obrigado.

José Donizetti Morbidelli – CRT-SP